Há muito eu estava procurando por uma solução de smartphone que pudesse ser uma revolução com relação aos modelos Nokia com Symbiam. Havia o iPhone da Apple com seu preço proibitivo e os demais telefones com Android, o “sistema do Google”, com seus tamanhos proibitivos!
Minha primeira prerrogativa era de que o modelo deveria ser – principalmente – um telefone, com todas as qualidades que um telefone móvel possui, inclusive ser pequeno.
A solução veio com o Sony Ericsson (SE) Xperia X10 Mini Pro e seu sistema operacional Android, versão 1.6, customizado para ser facilmente utilizado apenas com uma mão!
Agora, após duas semanas de uso, já conseguindo distinguir entre o que é Android, o que é customização da SE e o que é a possibilidade de ter aplicativos do Market, me sinto apto a escrever minhas primeiras impressões.
Em primeir lugar devo lhes confessar que nunca fui fã da Sony Ericsson. Utilizei diversos aparelhos da Sony como músico pois a confiabilidade do hardware e qualidade sonora sempre me agradaram, mas sempre tive “um pé atrás” quando o assunto era telefone móvel e as temidas customizações dos fabricantes.
Confesso que o Xperia X10 Mini Pro surpreende em primeiro lugar pelo tamanho, pois possui as dimensões próximas a um cartão de crédito, exceto a espessura
. Seu irmão menor, chamado de Xperia X10 Mini é um pouco menor e mais leve, mas não possui teclado QWERTY e conta com uma bateria fixa, enquanto que o Mini Pro pode ter sua bateria facilmente substituída pelo próprio usuário.
A qualidade do acabamento também me agradou. Não é um design do Sr. Jobs, mas é elegante e discreto, utilizando a chamada “curvatura humana” na tampa traseira, que possui uma superfície agradável ao toque, garantindo uma boa pegada.
A tela, bem… não é para os fracos de visão!
Recomendo que você possua visão 20×20 ou um bom óculos, pois tudo é realmente pequeno. Eu me atrevo a dizer que, como eu desejava, ele é principalmente um telefone móvel e depois um mini computador com um poderoso sistema operacional e portanto estou sabendo disso quando desejo ler emails ou utilizar aplicativos mais elaborados.
A estrutura de abertura do teclado QWERTY parece bastante sólida e é funcional. As teclas são realmente pequenas, mas possuem um bom espaçamento que impede os mais “ogros” de teclarem várias ao mesmo tempo. A sensação táctil é bastante boa. Somente os botões frontais (funções de menu, aplicativos e voltar), assim como o botão Power, me pareceram meio “fracos”.
Possui bom suporte à comunicação, contando com Wi-Fi, Bluetooth e conector micro USB, além de um bom conjunto de sensores. É verdade que o Bluetooth ainda não está completamente funcional na versão 1.6 do Android, mas a atualização para a versão 2.1 durante o mês de novembro promete corrigir essas dificuldades.
O GPS é adequado e o auxílio do A-GPS faz com que o reconhecimento de localização seja suficientemente rápido. Me surpreendi com a precisão da localização baseada somente em redes de telefonia, que em alguns locais deixou uma margem de erro realmente aceitável.
Infelizmente os smartphones não são os campeões de duração de bateria
. Mas não podemos desejar um mundo perfeito… Se for utilizado somente como um telefone, até que a bateria não faria tão feio, mas com tantos recursos o consumo torna-se realmente um problema para a bateria de 930mAh, um pouco abaixo em termos de capacidade se comparada a outros smartphones. Nesse caso o problema é espaço mesmo, pois de tão pequeno não há como colocar uma bateria maior. Em outros smartphones maiores, que possuem mais espaço, as telas LCD gigantes tornam-se o vilão da história, consumindo bastante energia.
A interface customizada da SE para o Mini ficou bastante cômoda, pois realmente permite que o aparelho seja utilizado somente com uma das mãos. Isso significa que o zoom em uma fotografia pode ser facilmente executado pressionando-se sobre a fotografia por alguns instantes até que o indicador de zoom aparecer, bastando apenas deslizar o dedo para cima ou para baixo, de acordo com a opção indicada. Há ainda quatro “atalhos” rápidos nos cantos da tela principal para aplicativos. Tecnicamente não são “atalhos”, mas os próprios aplicativos. É importante mencionar que o “home” padrão do Android não existe e cada “tela” pode ter apenas um widget, em função do diminuto espaço da tela. Isso não chega a ser um problema, pois a tela capacitiva dá muita agilidade às operações.
A câmera de 5 megapixels é adequada, possuindo também um LED branco de “flash”. Contudo não
é o milagre da tecnologia fotográfica, possuindo poucos recursos para quem deseja ser um fotógrafo!
Quase estava esquecendo: ele também toca MP3, liga e recebe!
Em breve pretendo fazer um review sobre algumas aplicações que estou utilizando.
Pontos Fortes:
tamanho pequeno para quem deseja colocar um aparelho no bolso;
peso;
sistema operacional Android;
customização da interface pela SE;
qualidade de som das ligações;
Pontos Fracos (mas contornáveis):
duração da bateria;
bluetooth não completamente funcional na versão 1.6 do Android;
Links úteis:
Suporte Sony Ericsson para Xperia X10 Mini Pro
Fórum Xperia Mini no Clube do Hardware. A tempo, parabéns à Mônica e, em nome dela, a todos os demais, por manter esse fórum com tanto movimento, dúvidas, respostas, curiosidades e afins!
Blog da Marta Vuelma, com comentários sobre Android e o Motorola Dext.