Por que o trabalho não acontece “no trabalho”?

Não… não fui eu que falei isso, embora concorde com o questionamento!

Todos os dias em que você vê seu chefe consternado por ter reuniões demais ou coisas do gênero, você deve lembrar deste vídeo do Jason Fried falando no TED:

Para ler NO TRABALHO:
Entrevista de Jason Fried para a Revista Época
Jason Fried para a Inc.com

Android, OpenOffice, Java, Oracle, Google, Sap, IBM, Apache, HP…

O mundo não parece mais tão livre desde a aquisição da Sun pela Oracle.
Segundo o Eweek.com, seria tudo uma questão de Ego, dinheiro e poder: Oracle’s Google Lawsuit: All About ‘Ego, Money and Power’.

A aquisição da Sun pela Oracle deixou uma sombra de dúvidas sobre como seria a transição das tecnologias baseadas em Java, Open Solaris e OpenOffice, mas agora que a poeira está baixando parece que o mundo, além de não ser mais tão livre, também está um pouco menos amistoso.

Eu sempre questionei se a dominação da internet pelo Google era ou não saudável, assim como a dominação da Microsoft no ramo dos sistemas operacionais, mas agora estou certo de que a dominação do mundo pela Oracle não é bem o que eu desejo.

Logo no início veio o silêncio sobre como seria conduzido o processo com relação às diversas tecnologias livres que a Sun mantinha. Depois uma seqüencia de acontecimentos um tanto quanto estranhos, como o desligamento dos servidores de testes do pessoal do Postgresql.

A Oracle ainda cutuca com vara curta a rival SAP com o processo relacionado à roubo de software, citado pelo Silicon Valley em O’Brien: What’s the Oracle trial against SAP really about? e por fim poe água fria sobre a certificação do projeto Harmony, mantido pela Apache, citado pelo IT World em Apache declares war on Oracle over Java.

Agora Scott McNealy, ex-CEO da Sun, começou a falar algumas coisas estranhas de acordo com o artigo veiculado pela Computer World e o IDGNow publicou um interessante entendimento sobre contra quem está a Oracle

Agora que sou usuário do Android e, por conseqüencia da Dalvik, a máquina virtual otimizada para rodar programas em linguagem Java no Android, estou temporariamente torcendo para que a gigante dominadora da internet (Google) possa se unir às bases do pessoal do software livre em razão da paz e liberdade no mundo das patentes de software.

Não falei da HP? Simples: seu novo presidente não pode assumir de fato e trabalhar porque a Oracle colocou detetives atrás dele em razão de ele ser o ex-presidente da SAP, quando houve o problema de roubo de software. Isso acaba também com a paz na HP…

Mort, Ed Mort. Detetive particular… do Veríssimo, se me permite lembrar!

Sony Xperia X10 Mini Pro e Android

Há muito eu estava procurando por uma solução de smartphone que pudesse ser uma revolução com relação aos modelos Nokia com Symbiam. Havia o iPhone da Apple com seu preço proibitivo e os demais telefones com Android, o “sistema do Google”, com seus tamanhos proibitivos!

Minha primeira prerrogativa era de que o modelo deveria ser – principalmente – um telefone, com todas as qualidades que um telefone móvel possui, inclusive ser pequeno.

A solução veio com o Sony Ericsson (SE) Xperia X10 Mini Pro e seu sistema operacional Android, versão 1.6, customizado para ser facilmente utilizado apenas com uma mão!

Agora, após duas semanas de uso, já conseguindo distinguir entre o que é Android, o que é customização da SE e o que é a possibilidade de ter aplicativos do Market, me sinto apto a escrever minhas primeiras impressões.

Em primeir lugar devo lhes confessar que nunca fui fã da Sony Ericsson. Utilizei diversos aparelhos da Sony como músico pois a confiabilidade do hardware e qualidade sonora sempre me agradaram, mas sempre tive “um pé atrás” quando o assunto era telefone móvel e as temidas customizações dos fabricantes.

Confesso que o Xperia X10 Mini Pro surpreende em primeiro lugar pelo tamanho, pois possui as dimensões próximas a um cartão de crédito, exceto a espessura ;-) . Seu irmão menor, chamado de Xperia X10 Mini é um pouco menor e mais leve, mas não possui teclado QWERTY e conta com uma bateria fixa, enquanto que o Mini Pro pode ter sua bateria facilmente substituída pelo próprio usuário.

A qualidade do acabamento também me agradou. Não é um design do Sr. Jobs, mas é elegante e discreto, utilizando a chamada “curvatura humana” na tampa traseira, que possui uma superfície agradável ao toque, garantindo uma boa pegada.

A tela, bem… não é para os fracos de visão! :D Recomendo que você possua visão 20×20 ou um bom óculos, pois tudo é realmente pequeno. Eu me atrevo a dizer que, como eu desejava, ele é principalmente um telefone móvel e depois um mini computador com um poderoso sistema operacional e portanto estou sabendo disso quando desejo ler emails ou utilizar aplicativos mais elaborados.

A estrutura de abertura do teclado QWERTY parece bastante sólida e é funcional. As teclas são realmente pequenas, mas possuem um bom espaçamento que impede os mais “ogros” de teclarem várias ao mesmo tempo. A sensação táctil é bastante boa. Somente os botões frontais (funções de menu, aplicativos e voltar), assim como o botão Power, me pareceram meio “fracos”.

Possui bom suporte à comunicação, contando com Wi-Fi, Bluetooth e conector micro USB, além de um bom conjunto de sensores. É verdade que o Bluetooth ainda não está completamente funcional na versão 1.6 do Android, mas a atualização para a versão 2.1 durante o mês de novembro promete corrigir essas dificuldades.

O GPS é adequado e o auxílio do A-GPS faz com que o reconhecimento de localização seja suficientemente rápido. Me surpreendi com a precisão da localização baseada somente em redes de telefonia, que em alguns locais deixou uma margem de erro realmente aceitável.

Infelizmente os smartphones não são os campeões de duração de bateria :( . Mas não podemos desejar um mundo perfeito… Se for utilizado somente como um telefone, até que a bateria não faria tão feio, mas com tantos recursos o consumo torna-se realmente um problema para a bateria de 930mAh, um pouco abaixo em termos de capacidade se comparada a outros smartphones. Nesse caso o problema é espaço mesmo, pois de tão pequeno não há como colocar uma bateria maior. Em outros smartphones maiores, que possuem mais espaço, as telas LCD gigantes tornam-se o vilão da história, consumindo bastante energia.

A interface customizada da SE para o Mini ficou bastante cômoda, pois realmente permite que o aparelho seja utilizado somente com uma das mãos. Isso significa que o zoom em uma fotografia pode ser facilmente executado pressionando-se sobre a fotografia por alguns instantes até que o indicador de zoom aparecer, bastando apenas deslizar o dedo para cima ou para baixo, de acordo com a opção indicada. Há ainda quatro “atalhos” rápidos nos cantos da tela principal para aplicativos. Tecnicamente não são “atalhos”, mas os próprios aplicativos. É importante mencionar que o “home” padrão do Android não existe e cada “tela” pode ter apenas um widget, em função do diminuto espaço da tela. Isso não chega a ser um problema, pois a tela capacitiva dá muita agilidade às operações.

A câmera de 5 megapixels é adequada, possuindo também um LED branco de “flash”. Contudo não
é o milagre da tecnologia fotográfica, possuindo poucos recursos para quem deseja ser um fotógrafo!

Quase estava esquecendo: ele também toca MP3, liga e recebe! :D

Em breve pretendo fazer um review sobre algumas aplicações que estou utilizando.

Pontos Fortes:
tamanho pequeno para quem deseja colocar um aparelho no bolso;
peso;
sistema operacional Android;
customização da interface pela SE;
qualidade de som das ligações;

Pontos Fracos (mas contornáveis):
duração da bateria;
bluetooth não completamente funcional na versão 1.6 do Android;

Links úteis:
Suporte Sony Ericsson para Xperia X10 Mini Pro
Fórum Xperia Mini no Clube do Hardware. A tempo, parabéns à Mônica e, em nome dela, a todos os demais, por manter esse fórum com tanto movimento, dúvidas, respostas, curiosidades e afins!
Blog da Marta Vuelma, com comentários sobre Android e o Motorola Dext.

Soluções simples para um mundo complexo

Na última quinta-feira, depois de sair do trabalho, enquanto todo mundo parecia estranhamente tenso – talvez pela véspera de mais uma eleição – um sujeito simples, falando ao telefone, se abaixa perto de onde eu estava passando. Continua falando, gesticulando e age como se estivesse procurando algo que deixara cair. Fita o chão intensamente até que encontra algo: uma minúscula pedrinha!

Não compreendi até que retrucou ao telefone, algo como “ok, pode falar agora…” e começou a riscar o chão da calçada de basalto com um número de telefone e um endereço. Que solução mais adequada quando se está no meio da rua, sem papel e caneta, e um telefone é pequeno e inconveniente demais para se fazer anotações!

E assim são as coisas por aí… quantas vezes perdemos ótimas soluções porque elas parecem simples demais para funcionar?

Obsolescência Programada

Aquele cara com temperamento forte lá de Cupertino conseguiu novamente: tornou meu iPod Shuffle obsoleto em pouco mais de um ano!

Inegavelmente Steve Jobs popularizou o computador pessoal ao lançar o Apple I e desde então vem tornando seus próprios produtos obsoletos e, ao que parece, seu maior concorrente é ele próprio. Guiado pelo mestre, Jonathan Ive e sua equipe de design cumprem a missão de tornar o melhor ainda mais impressionante!

Eu simplesmente adorei o design minimalista do iPod Shuffle da terceira geração. Somente o botão de ligar e nada mais! Controles no fio do fone. Gestos simples como um “clic”, dois “clic’s”, “clica e segura”… e simplesmente o menor, mais discreto e mais bacana dispositivo para músicas que eu já usei. Eu gostava, mas ao que parece as pessoas gostam de botões e por isso meu iPod estiloso não existe mais.

O novo iPod Nano, na minha impressão, agora é de verdade. A geração anterior ficou bacana, tinha câmera, mas perdeu o jeito “nano” do sentdo de ser pequeno. Agora sim ele é “nano” e conta com recursos geniais da maravilhosa tela touch screen. Esse eu compraria sem dúvida!

Mas é assim… temos que nos acostumar a certas coisas…

A Apple possui a linha de produtos de áudio que devem ser o sonho e a dor de cabeça de Sir Howard Stringer, chairman, CEO e presidente da Sony. Temos que nos acostumar a não mais trocar as baterias, pois os produtos ficam velhos antes que elas percam sua capacidade. A própria Sony lançou o celular Xperia X10 mini com uma bateria interna, que não pode ser removida pelo usuário, provavelmente já sabendo que ele ficará obsoleto em pouco tempo.

A Apple deve ter iniciado antes disso a necessidade de upgrade de sistema operacional para celulares. Os “Android’s” do mercado agora também devem ser atualizados ou seus fabricantes sofrerão as conseqüências de um público consumidor cruel e sedento pelas últimas novidades. Quem estava preocupado em ter a última versão de seu sistema operacional de celular até então?

Cria-se a necessidade de estar sempre atualizado. Até quando esse comportamento se sustenta?

Upgrade de BIOS no Asus EeePc

Se você não sabe que diabos é isso, a BIOS é o programa básico que controla o acesso ao hardware do seu netbook (ou outro PC). Leia mais sobre a BIOS AQUI! Qualquer PC possui uma BIOS, então você deve estar atento se seu outro notebook ou desktop também merece uma atualização!

O importante é saber que muitos recursos possuem bugs (erros). Esses bugs são corrigidos e disponibilizados pelo fabricante do computador ou placa mãe, normalmente através de sites de suporte. Existem também correções de melhorias ou novos recursos.

No caso da Asus, há um aplicativo de update para a BIOS, caso você utilize o Windows. E para os usuários de Linux?? Há alternativas! A que eu mais gosto é um recurso da própria BIOS do EeePC chamada EZ Flash. Esse recurso permite que, durante a inicialização da máquina, você possa teclar ALT+F2 para procurar a BIOS a partir de uma memory key (vulgo pen drive).

Como fazer para atualizar com o EZ Flash?

ATENÇÃO! Certifique-se de que seu notebook está com o cabo de força conectado ou que a bateria esteja com carga para que não haja interrupção do procedimento.

1. Acesse a página de downloads [2] da Asus para procurar a última versão da BIOS para a sua máquina. É importante que você utilize EXATAMENTE a versão para SEU MODELO!. Basta procurar pelo seu equipamento, no meu caso, Eee Family | Eee PC | 1005-HA. NUNCA UTILIZE A BIOS DE OUTRO MODELO!!. E sim, as letras do modelo são importantes!

2. Selecione a opção de BIOS (Bios History) para ver as atualizações disponíveis. Naturalmente a última é a adequada, mas há situações em que você pode desejar baixar uma versão anterior. Então, todas versões estão disponibilizadas na página. Baixe a versão para seu disco local.

3. O arquivo deve ser descompactado e renomeado. Exemplo: Após descompactado o arquivo para meu modelo de netbook (EeePC 1005-HA) você verá um arquivo de nome semelhante a 1005HA-ASUS-1401.ROM. Renomeie esse arquivo para 1005HA.ROM ou o nome do seu modelo (1008P, 1201N…) e salve o arquivo na raiz da sua memory key.

4. Reinicialize o netbook com a memory key e pressione as teclas ALT+F2 durante a tela de inicialização da BIOS.

5. A partir desse momento o EZ Flash irá procurar pela nova BIOS e irá atualizar a sua máquina.

IMPORTANTE: NUNCA DESLIGUE O NETBOOK ATÉ QUE O PROCESSO ACABE!.

6. Ao final do processo você visualizará uma tela semelhante a essa:

BIOS Update Asus EeePC 1000H

7. Desligue seu micro e pronto! Pode utilizá-lo normalmente! Mas lembre-se de que as configurações feitas na BIOS serão perdidas e deverão ser refeitas.

Alguns exemplos de recursos atualizados através de BIOS para o EeePc 1005-HA:
BIOS 1401 – Update brightness table
BIOS 1301 – Improve Wifi performance
BIOS 1203 – Fix there is no “safely remove hardware” icon in windows 7 when plug in SD card.
BIOS 1102 – Fix sytem will black/white screen sometimes when resume from S3

Há vários fabricantes de BIOS, como a Award ou a AMI (American Megatrends, utilizada pelo meu EeePC).

Links:
[1] Site de suporte da Asus Support
[2] Área de download

De boa intenção o inferno tá cheio!

As organizações que são geridas pelo tempo – quero dizer – por um mandato presidencial ou algo do gênero, possuem uma pressa terrível em aprovar seus governantes. Em poucos anos toda a capacidade criativa é posta à prova e deve – obrigatoriamente – gerar retorno.

Contudo, assistindo à palestra do Bertrand Piccard para o TED, um questionamento feito por um meteorologista ao experiente piloto Piccard chamou minha atenção.

Eles estavam discutindo sobre a altitude e rota de um balão e Piccard, um experiente piloto, fez uma afirmação sobre a altitude e velocidade para alcançar o destino, dizendo que a uma alta altitude eles voariam com o dobro da velocidade. Prontamente o meteorologista ordenou que tomassem o outro plano, de voar mais devagar e a baixa altitude, pois pelo plano de Piccard, logo eles estariam fora de rota e questionou a Piccard:

“O que você realmente quer? Ir muito rápido na direção errada ou devagar na direção certa?”

Não seria a hora de parar para questionar toda a energia gasta de forma realmente despropositada nas nossas organizações?

Por que os fast foods falham: novidades

Para aqueles que já leram os outros artigos, um alerta: o Mr. Papoo quebrou! Não, não é uma novidade, mas um fato: quem não tem competência não sobrevive, mesmo se os concorrentes forem ainda piores!

Mas os fatos de hoje: pedi um pratinho tosco de cubos de frango à milanesa no “Mad Dog” do shopping Praia de Belas (POA/RS) e fui muito mal atendido. Para começar, o refrigerante estava quente, isso num calor de 30 graus! O kit de mesa foi colocado somente com uma colher! Puxa, já faz tempo que parei de utilizar colher para almoçar, além de me perguntar como eu poderia cortar um frango ou “garfar” uma batatinha frita!

Por fim, a demora. DESISTI, tomei meu refrigerante quente e fui pegar meus trocados de volta. O gerente, contrariado, ainda tentou me persuadir a almoçar. A moça do caixa murmurou baixinho algo do tipo “hoje as coisas não estão funcionando…” e o gerente tentou se explicar colocando a culpa no fato de que estava com “muita gente nova”.

Por favor, para novos funcionários existe o que chamamos de treinamento! Não, não há desculpas!

E não se esqueçam: os melhores dos piores também quebram!

Ah, a minha colher…

Quase ia esquecendo… o copinho da foto, que parece ter sido um Sundae em outros tempos, não era meu. Infelizmente o serviço de limpeza das mesas da praça de alimentação do shopping Praia de Belas (POA/RS) parece não funcionar com uma certa frequência. :(

Café não tem preço!

Como qualquer bom trabalhador do ramo da ciência da informação, adoro café!

Utilizando o cartão SanDisk no netbook

Recentemente adquiri um desses novos SD-HC Card da SanDisk com 8Gb para realizar backup de arquivos do meu netbook e fiquei bastante satisfeito com a performance e utilização com o Ubuntu. O cartão foi reconhecido de primeira e funcionou bacana!

Agora me sinto um pouco mais seguro!

Ah, claro, por que não uma memory key? Simplesmente o cartão é:
a) mais bonito;
b) mais discreto;
c) mais prático de guardar;

e também mais fácil de perder! :D