Liberdade
“Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há quem explique e ninguém que não entenda” (Cecília Meireles)
“Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há quem explique e ninguém que não entenda” (Cecília Meireles)
Me pergunto todos os dias por que razão eu não pude comprar um netbook com Linux pré-instalado na Asus. Ah, você deve lembrar que a Asus deve ter ganho uma grana preta da Mico$oft para por aquele software proprietário né?!
Pois agora há uma série de pesquisas que mostram a (r)evolução do Linux e - por consequencia - do software livre com plataforma de fato.
Eu fui obrigado a tomar uma série de pequenas providências para poder ter um sistema livre, como por exemplo, remover a “fofa” etiqueta de licenciamento do sistema operacional “Janelas” pré-instalado. E nesse caso, não podemos reclamar de venda casada, proibida no Brasil.
Enfim, seguem os links com uma série de pesquisas realizadas para mostrar que é possível ter um mundo mais livre:
Estou usando um Eeepc 1005HA há mais de um mês, com a versão 9.10 do Ubuntu e seus pequenos descompassos até ter tempo de instalar meu Debian decentemente. O Ubuntu não é minha preferência, mas está bem na foto do EeePC. Tenho todos os softwares que necessito e alguns codecs proprietários que infelizmente são desejáveis. Mas na prática, para atividade profissional, tudo poderia ser livre!
A máquina se mostra rápida, mesmo utilizando o ambiente Gnome completo, sem optar por uma interface mais leve como o xfce ou outro sabor. O processador Atom não é para performances, mas é valente quando o assunto é trabalho: posso me conectar em outros servidores, fazer minhas manutenções de rotina, utilizar as ótimas ferramentas de rede nativas do ambiente Unix (Linux), fazer meus trabalhos como escritor utilizando o BrOffice (OpenOffice) e ainda ser feliz houvindo algumas músicas. Navego na internet com o Firefox e leio meus mails com o Evolution, utilizando protocolo imap para ver todos os filtros e mailboxes do meu webmail.
Afinal, depois de algum tempo, sou simplesmente feliz!
E a minha foto orgulhosa de um Eeepc sem a etiqueta de licenciamento do “Janelas”:
Uma semana utilizando o novinho Asus EeePC 1005HA-H, aquele primo pobre do 1008 no formato “conchinha” (que ainda não consegui entender que diabos de relação é essa!), que possui a famosa bateria de 10 horas!
Quer saber? Sobram elogios para a maquininha! Mas devemos deixar claro que ela não é um substituto para um laptop normal. Se você está procurando seu primeiro portátil, pense bem na finalidade de uso: esse tipo de equipamento, chamado netbook, não é para qualquer um.
Com uma configuração modesta, processador Atom N280, 1Gb RAM, HDD 160Gb, ethernet 10/000, wireless b/g/n e bluetooth, a máquina não é o supra sumo da performance, mas se dá bem com aplicações cotidianas que 95% das pessoas usam. Conectar em uma rede Wi-FI, navegar na internet, baixar seus emails, editar textos e planilhas nessa máquina é um prazer.
A tela de 10″ não é gigante, mas não compromente. Contudo, se você é exigente e necessita de muitas janelas um netbook não irá resolver seus problemas.
Prós
- Tamanho: realmente pequeno e adequado para levar em uma bolsa pequena ou mochila de 15 litros. A fonte de energia também é relativamente pequena e leve.
- Bateria: de fato dura muito. Com o Ubuntu 9.10 eu não espero que dure realmente 10.5 horas, mas… é boa!
- Roda Linux: sim… o Ubuntu 9.10 rodou tranquilo, para as minhas necessidades. Conecta em ethernet, wireless, bluetooth e faz o que eu preciso. A câmera foi reconhecida e fiz alguns testes com o Cheese.
- Temperatura: de fato ele roda tranquilo, sem esquentar muito, graças ao Atom N280. Bastante diferente do meu desconfortável Dell Latitude D520, que mais parece uma fornalha no verão!
Contras
- O teclado: mesmo que ele tenha aproximadamente 89%, o fato de ser pt_BR ainda me confunde! O teclado US (americano) ainda possui a vantagem da tecla “/” estar em um local mais confortável. Assim, se você for fã do shell, será um saco ter que teclar ALT-GR + Q para ter uma barra “/”!
- O teclado: de novo, um probleminha é o barulhinho e “soltinho”. Já vi outros comentários nesse sentido e parece que, se é que há uma solução, seria hackear a máquina e calçar o teclado por baixo com uma borracha ou algo assim.
- Tela glossy: chato. Seria melhor uma tela mate (opaca), pois as telas glossy refletem muita luz externa. Assim, utilizá-lo confortavelmente em ambientes externos com muita iluminação pode cansar. Mas sim, a definição da imagem na tela glossy parece melhor.
- Acabamento black piano: morte cruel e dolorosa a quem inventou esse maldito acabamento, pois as impressões digitais realmente aderem de forma magnética e o equipamento passa a maior parte do tempo “melecado”.
Coisas com as quais você se acostuma:
- Touchpad nanico: nem tanto assim, mas é. Outro fator é o touchpad ser integrado ao gabinete, com bolinhas salientes demarcando o espaço. Mas é bastante sensível. Alguns blogs comentam sobre o fato de não haver área delimitada para o scroll vertical, mas eu acostumei rápido, usando o tato para localizar a primeira carreira de bolinhas, algo como ler braile nas caixas de barras de cereais!
- Tela pequena: depois de algum tempo acostuma-se com o recurso ALT + botão direito para arrastar as janelas cujos botões caem para fora da tela, ao menos com linux.
- Criar memory stick para instalar sistema: basta utilizar algum recurso das distribuições (o Ubuntu tem uma opção para criar um memory stick de boot com o sistema) ou utilizar o Unetbootin para construir seu memory key a partir do sabor preferido de ISO da distribuição que você deseja.
- Não ter unidade ótica: perfeito! Steve Jobs foi criticado quando lançou o Macbook Air sem unidade ótica. Quer saber? Ele estava certo! Antes de comprar um netbook eu fiz uma análise e descobri que minha unidade ótica não era tão fundamental assim. Você ainda precisa de uma? Compartilhe com outro micro ou compre uma unidade USB.
- Cooler: não achei tão barulhento assim. De qualquer forma, quando o processador é bastante utilizado ele faz um barulhinho sim, principalmente quando está com a fonte conectada, o que parece liberar a máquina para uma performance mais, digamos, agressiva.
Por enquanto é isso. Depois de uma semana posso me definir como satisfeito com a máquina e com o Ubuntu 9.10.
Após bater cabeça, a solução:
Usando o Kernel 2.6.26-2-686 i686 GNU/Linux
Depois de plugado o modem foi reconhecido como dispositivo USB, identificado pelo lsusb como:
Bus 003 Device 003: ID 19d2:0001 ONDA Communication S.p.A.
Utilizei o WVDial com a seguinte configuração:
[Dialer Defaults]
Init2 = ATZ
Init3 = ATQ0 V1 E1 S0=0 &C1 &D2 +FCLASS=0
Stupid Mode = 1
Modem Type = Analog Modem
ISDN = 0
Phone = *99***1#
Modem = /dev/ttyUSB0
Username = brt
Dial Command = ATDT
Password = brt
Baud = 460800
E depois foi só chamar o wvdial e e aproveitar!
E quer saber? Foi DIVERTIDO!
A necessidade era simples: editar um arquivo texto e substituir várias ocorrências de uma palavra por uma outra palavra. Você diria que seu processador de textos faria isso rapidamente. Mas o problema é que estava conectado via ssh, no belo e funcional modo texto.
Agora o sed, simples assim: sed -i "s/palavra-antiga/palavra-nova/g" e já eras!
Gostei disso.
Veja muito mais sobre sed na página do Aurélio
“DILMA! DILMA! DILMA!!”
Isso eu ainda não tinha visto! Kudos para Dilma Roussef, que recebeu a gritaria da galera!
Entenda o post anterior: não sou contra, nem a favor de Lula, muito pelo contrário. Mas acho que ele deveria caminhar pelos corredores com os participantes para sentir o calor humano. Não acredito que algum de nós seja perigoso a ponto de hostilizar o Sr. Presidente. Sou contra o excesso do protocolo.
Kudos para o Presidente Lula, que - em última instância - é um bom palestrante de discursos improvisados e que concorda que a Lei do senador Azeredo é CENSURA. FORA SENADOR AZEREDO!
Falar de coisas boas a respeito do FISL não é difícil. Esse ano gostei bastante do modelo distribuído de entrega de credenciamento e entrega de crachás e material. As palestras sempre serão um problema, visto que avaliar uma palestra escrita é uma coisa, mas não é possível avaliar os palestrantes, que por vezes parecem inseguros, mas isso é outra história…
Agora, o pior do FISL até o terceiro dia:
1. Mochilas da Targus: em primeiro lugar, morte lenta e dolorosa às gigantes mochilas da Targus que seus proprietários insistem em levar o dia todo! Sinceramente, suas colunas vão estragar rapidinho e meus ombros, costas e cabeça também! Foram inúmeros esbarrões dos mal-educados dos seus donos, que triplicam de tamanho com essas monstruosas aberrações nas costas! E pra quem serviu o chapéu, pense antes de postar: você REALMENTE precisa de TUDO que está ali dentro?? Desculpe, mas não acredito…
2. Lula: Me desculpe o presidente, mas eu não o vi e não acredito que o queira ver novamente. Infelizmente o bloqueio à area de “vida” do FISL não teve graça. Compreendo que seja necessário, que é uma regra de segurança, que é protocolo. Contudo, se o fato é conhecer uma área vazia, sem vida, com vários estandes que possuem somente um sujeito sentado o dia todo, então penso que a comissão de organização do FISL poderia ter redigido um documeto e entregue (não sei se não o foi…) em solenidade privada, contendo apenas os representantes escolhidos. O FISL perdeu a sua VIDA com a visita do Presidente. No meu reloginho, o Presidente entrou na sala às 17h e 24 min. Eu já estou em casa, depois de pegar um engarrafamento do cão na BR-116, que político nenhum parece ter interesse em melhorar.
Hoje, depois de ler um artigo do Nicholas Carr e passar anos utilizando computadores, consegui finalmente definir os objetivos de alguns grandes grupos:
IBM - a não mais onipotente fabricante de computadores, quer apenas vender serviços e soluções para tornar sua empresa melhor;
Microsoft - seu dono queria um computador em cada lar, rodando seu sistema operacional para aprisionar seus usuários… discutível;
Linu(s|x) - era um finlandês que não queria trabalhar na Nokia, fez um kernel que econtrou amigos do GNU e hoje mora na Califórnia;
Google - dois universitários malucos que desejam que a Matrix realmente exista (e claro, querem controlá-la!)
A pergunta é: em quem devemos confiar?
Sinceramente, Linus, o ditador benevolente, ainda me parece a opção mais amigável.
É tempo de FISL!! Mais um Fórum Internacional de Software Livre, espaço para debater, conhecer, aprender e encontrar!
Hoje publiquei meu banner no Tempero Verde a fim de auxiliar na divulgação desse evento, que acompanho mais de perto desde sua sétima versão.
Como diria o poeta, “que seja eterno, enquanto dure”!