Asus EeePC 1005HA-H é venenoso!
Uma semana utilizando o novinho Asus EeePC 1005HA-H, aquele primo pobre do 1008 no formato “conchinha” (que ainda não consegui entender que diabos de relação é essa!), que possui a famosa bateria de 10 horas!
Quer saber? Sobram elogios para a maquininha! Mas devemos deixar claro que ela não é um substituto para um laptop normal. Se você está procurando seu primeiro portátil, pense bem na finalidade de uso: esse tipo de equipamento, chamado netbook, não é para qualquer um.
Com uma configuração modesta, processador Atom N280, 1Gb RAM, HDD 160Gb, ethernet 10/000, wireless b/g/n e bluetooth, a máquina não é o supra sumo da performance, mas se dá bem com aplicações cotidianas que 95% das pessoas usam. Conectar em uma rede Wi-FI, navegar na internet, baixar seus emails, editar textos e planilhas nessa máquina é um prazer.
A tela de 10″ não é gigante, mas não compromente. Contudo, se você é exigente e necessita de muitas janelas um netbook não irá resolver seus problemas.
Prós
- Tamanho: realmente pequeno e adequado para levar em uma bolsa pequena ou mochila de 15 litros. A fonte de energia também é relativamente pequena e leve.
- Bateria: de fato dura muito. Com o Ubuntu 9.10 eu não espero que dure realmente 10.5 horas, mas… é boa!
- Roda Linux: sim… o Ubuntu 9.10 rodou tranquilo, para as minhas necessidades. Conecta em ethernet, wireless, bluetooth e faz o que eu preciso. A câmera foi reconhecida e fiz alguns testes com o Cheese.
- Temperatura: de fato ele roda tranquilo, sem esquentar muito, graças ao Atom N280. Bastante diferente do meu desconfortável Dell Latitude D520, que mais parece uma fornalha no verão!
Contras
- O teclado: mesmo que ele tenha aproximadamente 89%, o fato de ser pt_BR ainda me confunde! O teclado US (americano) ainda possui a vantagem da tecla “/” estar em um local mais confortável. Assim, se você for fã do shell, será um saco ter que teclar ALT-GR + Q para ter uma barra “/”!
- O teclado: de novo, um probleminha é o barulhinho e “soltinho”. Já vi outros comentários nesse sentido e parece que, se é que há uma solução, seria hackear a máquina e calçar o teclado por baixo com uma borracha ou algo assim.
- Tela glossy: chato. Seria melhor uma tela mate (opaca), pois as telas glossy refletem muita luz externa. Assim, utilizá-lo confortavelmente em ambientes externos com muita iluminação pode cansar. Mas sim, a definição da imagem na tela glossy parece melhor.
- Acabamento black piano: morte cruel e dolorosa a quem inventou esse maldito acabamento, pois as impressões digitais realmente aderem de forma magnética e o equipamento passa a maior parte do tempo “melecado”.
Coisas com as quais você se acostuma:
- Touchpad nanico: nem tanto assim, mas é. Outro fator é o touchpad ser integrado ao gabinete, com bolinhas salientes demarcando o espaço. Mas é bastante sensível. Alguns blogs comentam sobre o fato de não haver área delimitada para o scroll vertical, mas eu acostumei rápido, usando o tato para localizar a primeira carreira de bolinhas, algo como ler braile nas caixas de barras de cereais!
- Tela pequena: depois de algum tempo acostuma-se com o recurso ALT + botão direito para arrastar as janelas cujos botões caem para fora da tela, ao menos com linux.
- Criar memory stick para instalar sistema: basta utilizar algum recurso das distribuições (o Ubuntu tem uma opção para criar um memory stick de boot com o sistema) ou utilizar o Unetbootin para construir seu memory key a partir do sabor preferido de ISO da distribuição que você deseja.
- Não ter unidade ótica: perfeito! Steve Jobs foi criticado quando lançou o Macbook Air sem unidade ótica. Quer saber? Ele estava certo! Antes de comprar um netbook eu fiz uma análise e descobri que minha unidade ótica não era tão fundamental assim. Você ainda precisa de uma? Compartilhe com outro micro ou compre uma unidade USB.
- Cooler: não achei tão barulhento assim. De qualquer forma, quando o processador é bastante utilizado ele faz um barulhinho sim, principalmente quando está com a fonte conectada, o que parece liberar a máquina para uma performance mais, digamos, agressiva.
Por enquanto é isso. Depois de uma semana posso me definir como satisfeito com a máquina e com o Ubuntu 9.10.