Nos tempos dos tablets e dispositivos que transformaram a todos em “dedo duros”, apontando freneticamente para suas telas touchscreen, não nos damos conta de que os computadores que mais utilizamos, provavelmente no nosso emprego, possuem ainda o dispositivo mais comum de entrada de dados: o teclado.
Além de ser o mais comum, ele é muitas vezes o item mais esquecido e a experiência do usuário normalmente se inicia por um teclado. Infelizmente esse item é, na maioria das vezes, simplesmente negligenciado quando o assunto é compra por licitação, quando o importante é o menor preço que normalmente acaba se refletindo no pior teclado.
Claro, há exceções, mas no contexto, configuramos nossos computadores principalmente pela capacidade do processador (velocidade, número de núcleos, etc.), memória RAM, disco rígido e outros parâmetros que são medidas de performance.
No entanto, passamos a maior parte do tempo digitando através de um teclado! Muitos fabricantes preocupam-se com a performance, com parâmetros de beleza e simplesmente esquecem de que o teclado deveria ser a primeira experiência do usuário, antes mesmo dos parâmetros de capacidade, ouso afirmar.
Por isso, como no local onde trabalho nossas compras por licitação me impedem de utilizar um teclado decente, resolvi adquirir por conta própria um teclado adequado ao meu perfil. Acabei escolhendo o ThinkPad USB com Trackpoint, que é relativamente pequeno e poupa espaço na mesa.
O teclado é o mesmo teclado gostoso que equipa alguns notebooks da linha ThinkPad da Lenovo e mantém alguns itens clássicos da antiga IBM, como o “enter” azul, o trackpoint para apontamento e o layout de notebook.
Estou realmente impressionado com a suavidade e silêncio das teclas, o que me conquistou desde o primeiro momento. Ele possui a nova proposta das teclas “Esc” e “Delete” com tamanho duplicado. Ele conta com um apoio de pulso confortável e bom curso de pressionamento de teclas.
Comprei-o para utilizar no meu trabalho, pois recebemos os teclados tipo “menor preço” (e menor qualidade) que estão me cansando e provocando dores que certamente podem tornar-se uma boa tendinite se o problema não for tratado com carinho.
Particularmente não gosto do layout pt_BR, mas levei em conta que meu netbook Asus possui esse layout e prometo que vou tentar me adaptar!
Sou do tempo que computador não tinha cedilha!
Tem uma coisa que me atrapalhou no início: não haver luz indicadora de Num Lock, o que me levou a digitar minha senha de forma errada um zilhão de vezes até me dar conta! Outro fator foi é a estranha posição da tecla “/”, junto com a interrogação, abaixo do “;”, na mesma linha do espaço: ela não funcionou nem com a instalação do driver! Então, Google nela e pasmem, uma solução do Ricardo David, entitulada Cedilha no Thinkpad Lenovo, resolveu o problema da existência da tecla no Windows Vista! Obrigado Ricardo!
Mas o item mais perturbador: o trackpoint! Se você perguntar a alguém que já o utilizou a resposta deve ser unânime de 10 entre 10: ame-o ou odeie-o! Esse dispositivo de apontamento foi criado pela IBM, se não me falhe a memória, e utilizado em vários modelos antigões de notebooks da Toshiba e outros corajosos! Quem usou nunca mais o esquece…
A verdade é utilize-o para testar e se não gostar use um mouse! Afinal, eu queria mesmo era um teclado!
O teclado ThinkPad funciona melhor conectato obviamente a um modelo de notebook ThinkPad Lenovo, mas é plenamente funcional para qualquer desktop, excetuando-se as teclas de funções especiais, como estatus da bateria, controles de brilho da tela e outras, mas o controle de volume separado e o mute funcionam bem e essas teclas especiais não comprometem a usabilidade. Apenas considero as teclas especiais meio “fracas” do ponto de vista de robustez.
Outro item que incomodou foi uma pequena folga verificada nos botões do trackpoint, que não chega a comprometer, mas que poderia ser melhor resolvio.
No mais uma experiência fascinante!
PS: Ah claro… a mesa. Uma mesa protótipo, típica de antigas repartições públicas que queriam poupar espaço colocando o monitor CRT sob um tampo de vidro. Não preciso dizer que não funcionou! Mas a mesa está lá, herança recebida de Fausto, “o bárbaro”.
UPDATE 10.12.2011: Fiquei maravilhado ao usar meu Debian GNU/Linux com o teclado! Ao configurar o padrão para pt_BR e utilizar o layout da IBM o teclado mapeou várias teclas especiais como hibernar, brilho, volume e até o indicador de bateria! Bacana! Testei no meu desktop e em um netbook Asus.





Concordo sobre a importância do teclado…
Bom, no trabalho temos excelentes teclados, pois o pessoal utiliza micros da Dell…
Porém em casa, fui de Microsoft… uso o “Wired Desktop 600″… ele tem uma característica importante: teclas baixas, como em um notebook.
Se forem comprar um teclado, testem antes um com teclas baixas… a velocidade de digitação nele é muito superior, e o preço é praticamente o mesmo de um teclado com teclas normais.
E esqueçam qualquer coisa que custe 15 reais… em termos de teclado, o barato realmente sai caro… esses teclados genéricos são leves demais, não tem uma base que fixe ele na mesa, e acaba se tornando a cada dia mais desconfortável.