Steve Jobs

Não fui o primeiro e não serei o último a falar sobre Steve Jobs. No meu post anterior sobre esse sujeito, entitulado O rapaz de Cupertino consegue novamente…, falei de algumas de suas façanhas na face da terra e agora, quando parte para sua mais nova viagem, ao meu ver, ele consegue mais uma vez!

Entre vários empresários que o mundo já pode ver, não me recordo de nenhum outro que tenha feito tanto em tão pouco tempo e tenha sido reconhecido por todos após sua passagem, naturalmente por seus companheiros de trabalho, passando pelos clientes fiéis, que consideram seus produtos quase que uma religião, líderes e estadistas mundiais, fornecedores e concorrentes.

Steve, com seu gênio difícil e fama de sujeito mau, conseguiu conquistar a todos, se não por sua tecnologia visionária e seus produtos, talvez pela simplicidade das mensagens dos filmes criados pela Pixar, a empresa que revolucionou o mercado de animação.

Pensar em Steve é relembrar não somente seus acertos, mas também seus erros, pois parte deles me parece ter sido tão somente a visão muito além do que a tecnologia poderia oferecer ou quem sabe, nossos olhos poderiam acreditar.

Steve criou o primeiro “cubo” na NeXT, a empresa que fundou após a sua demissão da Apple. Como afirmou ele, “a melhor coisa que poderia ter acontecido”… Talvez você não tenha conhecido a NeXT, mas basta saber que um computador NeXTcube – com seu sistema operacional completo para redes chamado NeXTSTEP – viria a ser utilizado por Tim Berners-Lee para o desenvolvimento do primeiro servidor WWW (World Wide Web). Logo, se Bernres-Lee é considerado o pai da internet, talvez Steve fosse o pai biológico dela.

Perdemos o visionário, ganhamos um mito e a impermanência, no final das contas é o que vale. Tudo começa e tudo acaba. Nós, invariavelmente, sozinhos.

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