Bastante envolvido com licenças médicas nos últimos tempos, o rapaz de Cupertino – Steve Jobs – conseguiu muitas proezas na sua vida. E ele fez novamente!
Primeiro, junto com Steve Wozniak, foi responsável por tornar os computadores algo realmente pessoal criando a Apple, mesmo que no Brasil não fosse possível ter um Apple naqueles tempos. Depois conseguiu uma estranha demissão na própria empresa que ele criou. Tem muita história sobre como isso aconteceu. A Apple amargurou durante um bom período até que resolveu comprar uma empresa pequena que fabricava um ótimo sistema operacional, a NeXT, que era justamente de Steve Jobs! E Steve veio “nos ativos” da compra, de volta para a Apple.
Depois disso o mundo mudou novamente! O rapaz de Cupertino resolveu mudar a forma com a qual as pessoas ouviam música criando o iPod + iTunes. Também acabou mudando a forma com a qual as gravadoras distribuem música e como os músicos devem se comportar para ganhar espaço. Parece que o Bon Jovi não gostou muito disso, mas enfim…
Matou o drive de disquete de 3″1/2… Ah, você não sabe o que é isso?
Depois matou o drive de CD-ROM e apostou em uma nova porta, chamada USB! Bom, agora você conhece!
Mas ele ainda achava o mundo um lugar chato e resolveu que o futuro estava em um novo sistema operacional para sua nova concepção de mundo e desenvolveu o Mac OS X, hoje com várias versões de felinos à solta!
Mas o sujeito ainda não estava feliz e no meio disso tudo resolveu que a plataforma PowerPC (os processadores que equipavam os Macs) estava ultrapassada e quebrou seu acordo de anos com o mundo da IBM-Motorola e pasmem, passou a utilizar processadores da Intel. E todos puderam sorrir novamente com toda uma transição de aplicativos para a nova plataforma. Claro, no inicio alguns sorriram torto… mas as coisas se ajeitaram.
Veio também uma nova tecnologia de baterias, que permitem um número maior de ciclos de recarga, algo desejável no mundo portátil, visto que as baterias até então possuiam em torno de 300 ciclos, o que significava em torno de um a dois anos de uso e depois lixo.
Tá. Mas a Terra gira e algumas licenças de saúde depois…
Lá vem o rapaz de Cupertino de novo, encrencando com o fato de que notebooks possuem muitas partes e resolveu mostrar o “unibody”, um processo de desenvolvimento de partes esculpidas em blocos de alumínio… Jonathan Ive, o garoto de ouro do design ajudou.
E ele fez novamente: resolveu que não havia mais espaço para um pesado e volumoso leitor de discos óticos – leia-se CD ou DVD – e matou o leitor! Novamente as pessoas fizeram uma cara feia do tamanho do monte Everest. Nesse momento ele teve uma pequena ajuda de uma outra empresa, bem menos bacana, chamada Asus: esses caras resolveram que as pessoas precisavam muito de “netbooks” e inventou a cada semana um modelo novo de pequenos notebook’s, também sem o leitor ótico, cujo objetivo era estar conectado à internet o tempo todo e, talvez pelo fato de que as pessoas pudessem baixar seus programas da internet ou usar serviços de armazenamento em núvem (“cloud computing”), também não acharam que o leitor faria muita diferença. E ninguém reclamou da Asus…
Onde eu estou querendo chegar? Calma… pois ele ainda resolveu que os “smartphones” existentes não eram tão “espertos” assim e criou a demanda por algo chamado iPhone, um produtinho que não tinha todos os recursos de outros “smartphones” da época, mas que tinha a tal “touchscreeen” que, em conjunto com seu sistema operacional simples e intuitivo, quebrou as pernas da vendedora do N95 e obrigou o Google a criar o Android… ou quase isso.
Depois disso ele relançou o MacBook Air, ainda menor e com um disco SSD ainda mais bacana, um brinquedinho “hype” desenvolvido pela Toshiba! É… o novo Blade X-gale não se parece em nada com aquele HD padrão que você utiliza!
Ele ainda consegue pegar a nova interface “Light Peak”, desenvolvida pela Intel, e – depois de renomeá-la para “Thunderbolt” – a coloca em seus atualizados MacBook Pro. Se a USB parecia lenta e a Firewire seria o futuro… já era!
Tá. Ainda não te convenci?!
Então estava eu fazendo limpeza nas minhas gavetas quando encontrei meus CD’s de instalação de sistema operacional e drivers do PC. Sim, uso um laptop PC comum, desses da “Hell”. Ele é feio, pesado, básico e pelo menos ainda não é “black piano”.
Houve um tempo em que você recebia um CD para reinstalar seus softwares, caso o pior viesse a acontecer. Depois o CD ficou meio pequeno e passaram a distribuir DVD’s. Algumas empresas forneciam os discos originais. Outras, como a HP, forneciam um CD de restauração, que recriava o ambiente original de fábrica. Houve depois aquelas que resolveram não mandar mais nada disso e criaram partições de restauração no próprio disco rígido, coisa que acho meio devastadora, pois se o disco apresentar defeito, sua reinstalação já era! Tá… podia gravar CD’s ou DVD’s, mas convenhamos que somente os mais precavidos faziam isso. Usuários comuns não são tão ávidos por backup’s.
Então ele fez novamente! O rapaz de Cupertino resolveu que enviar um DVD de restauração em um MacBook Air, que não possuia um leitor de DVD, não fazia o menor sentido. Agora, os novos MacBook Air trazem consigo uma memória USB de 8Gb contendo a restauração do sistema. Mais confiável, menor, e claro, BACANA novamente!

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E por enquanto ele está de licença médica…