Monthly Archives: March 2011

Mais sobre reações nucleares…

Agora, para leigos:

Energia limpa? Fala sério…

Novamente o mundo está preocupado com a energia nuclear após o acidente ocorrido no Japão. Analisando a quantidade de reatores nucleares distribuídos pela Europa e EUA, o mundo deveria realmente estar em pânico!

Pensem bem:

Pegamos um elemento químico perigoso, por exemplo, o urânio e quebramos o núcleo atômico desse elemento. Chamamos isso de fissão nuclear. O resultado é energia, radiação e mais dois elementos químicos, normalmente tão perigosos quanto o urânio, por exemplo, o Bário.

Esse tal de Urânio pode ser um dos “combustíveis” das usinas nucleares e deve ser controlado, pois uma vez iniciado o processo de fissão, o mesmo parece ser mais instável que o pior dos indivíduos que sofrem de transtorno bipolar do humor! A energia liberada pela fissão de um núcleo atinge os demais núcleos vizinhos e o processo de liberação de energia se transforma em calor.

Se o calor for demasiado o núcleo do reator – onde ocorre a fissão – pode vir a derreter, o que causa o colapso do reator. Para que isso não ocorra, o reator deve ser constantemente refrigerado e o vapor liberado pela refrigeração é utilizado para mover as turbinas que geram eletricidade.

Isso nos traz de volta à revolução industrial, ocorrida em meados do século XVIII, justamente quando as máquinas a vapor passaram a substituir os homens nas empresas. Oras, produzimos vapor no século XVIII sem usinas nucleares. Afinal, por que precisamos utilizar um processo tão perigoso para produzir vapor?

Mas ela é mais limpa! A onda do “ecologicamente correto” trouxe as usinas nucleares à tona, pois o resíduo emitido em situações normais de operação é menor que uma termoelétrica, por exemplo. Certo, mas e quando as coisas dão errado? Usinas termoelétricas, se não alimentadas, somente não geram energia. Hidroelétricas, caso tenham que fechar as comportas dos geradores, somente não geram energia (entendendo-se que obviamente os reservatórios não transbordem ou as barragens não se rompam).

Mas parece claro que o custo de apenas 1 acidente em usina nuclear é suficientemente alto para mostrar que não há nada de “limpo” ou “verde” nessa iniciativa.

Penso que possamos aproveitar a capacidade de gerar metano a partir de dos nossos gigantescos lixões! Ou ainda explorar mais a energia solar e eólica. Uma combinação de vários processos que podem trazer muito mais benefício que um único acidente nuclear é capaz de provocar.

Por mim, que se fechem as Angras dos Reis… o que me lembra do nosso poeta morto, Renato Russo…


"Vamos brincar perto da usina
Deixa pra lá, a angra é dos reis
Porque se explicar se não existe perigo?"

Se você quiser saber mais, tem um link sério: Nuclear meltdown

UPDATE a tempo: o Nagano, do Ztop.Zumo encontrou uma bela animação para que as crianças japonesas possam entender o problema, mas acho que serve também para os adultos!

Novo Hamburgo, minha cidade, meu lar…

Não… Não venham todos… não venham ver como ficou o meu lugar, as praças só são verde de mato e – floridas – não esse lugar não há (em menção à canção de Délcio Tavares, que tornou-se o Hino de Novo Hamburgo).

Sempre fui apartidário. Optei por ser assim. Nas eleições – sempre que possível – escolhi propostas e não partidos ou pessoas.

Mas tenho que ser realista ao dizer que na última eleição eu errei. Sei que o voto é secreto, mas não tenho medo de dizer que errei. Escolhi e fui infeliz. Mas mais do que votar, importante mesmo é lembrar e corrigir o erro.

Assim, aproveito para postar o link do vereador Raul Cassel, retratando o abandono da nossa cidade.