Exército de Clones (ou fora uniforme imperialista!)
Não… se você acredita em Star Wars fique sabendo que não estou me referindo ao exército de clones criados para combater o Império. Falo da transformação dos funcionários de uma organização em soldadinhos clônicos, colocando em todos o mesmo uniforme.
As organizações deveriam estabelecer algumas regras básicas para sua sobrevivência no mundo globalizado. Posso citar o Ricardo Semler quando falo sobre o que é ser uma organização humana que de fato pensa no bem estar de seus funcionários.
Já sou tolhido em minha capacidade por uma série decisões infelizes daqueles que comandam e por sua incapacidade de compreender que a criatividade e fomento de soluções deve ser vivida de fato e não sonhada: transformar todos em soldadinhos de velório não é solução criativa.
Acredito que possa ser estabelecida alguma convenção que inclua a participação das pessoas no que diz respeito a algumas regras básicas de vestir. Contudo reuní-las para distribuir seu novo traje de velório, sem ao menos questionar-lhes a intenção é puro e simples autoritarismo. Da mesma forma não posso tomar como “democrática” uma reunião para decidir entre “usar e não usar o traje de velório”.
Justamente esse tem sido - há muito tempo - o problema das organizações: pecam por seu imperialismo em decisões completamente não estratégicas, perdendo tempo precioso para criar um ambiente de ilusão, no qual os funcionários - geradores da vida empresarial - deveriam ser peça fundamental e não peça de vestuário.
Assim, espero que as organizações e aqueles que as dirigem possam olhar para si e acordar do sonho do Estado Autoritário e partir para a vida do mundo real, globalizado e criativo, no qual as pessoas sejam valorizadas pelo que são, pelo que fazem.
Troco meu traje de velório por um curso de aprimoramento em área afim de minha atuação, quer dizer, contratação… ou quem sabe ainda uma mesa adequada, uma cadeira adequada (cujas rodinhas não saiam rodando sozinhas), condições de trabalho, limpeza periódica dos filtros do condicionador de ar… É… estamos longe do ideal e parece que o “mundo cor de rosa” dos redesenhos de processos não vai chegar aqui tão cedo!