Há tempos tenho um pequeno conjunto de valores que carrego na minha mochila. São coisas simples, mas que considero fundamentais e entre esses valores está a palavra.
Se há uma coisa nas empresas que me deixa louco é ter que ouvir de gerente ou superior que se compare a palavra “comprometimento”, quando nem mesmo ele é capaz de fazê-lo.
Vou dizer o que é comprometimento quando alguém lhe questiona o por quê de seu atraso de 20 minutos na chegada… então comprometimento é:
- acordar às cinco horas da manhã, tomar banho, café, recolher o lixo da casa e estar às seis na rua, seja com o frio que for;
- caminhar todo dia durante 30 minutos até a parada mais próxima, sem perder a hora para não perder o ônibus;
- Encarar a BR-116 com seu já caótico e conhecido trânsito e ainda conseguir chegar antes das oito e trinta para “bater o ponto”;
- aturar decisões toscas, baseadas em achismos e imperialismos, durante as próximas oito horas, excetuando-se a hora do almoço;
- sair às dezessete e trinta, caminhar mais um pouquinho para pegar a “condução” de volta para a casa;
- encarar a BR-116 de volta, passando pelo maravilhoso trevo de acesso com a BR-290;
- com sorte, chegar em casa antes das vinte horas;
Vamos às estatísticas:
- Horas destinadas ao trabalho (acordar, deslocar, trabalhar e voltar): 15 horas (das 5 às 20)
- Horas destinadas à família: 2 horas antes do pessoal ir para a cama! (das 20 às 22)
- Horas destinadas à casa e demais afazeres pessoais (estudo, lazer e relaxamento…): 3 horas (das 22 à 1 do dia seguinte)
- Horas destinadas ao merecido sono: no máximo 4 horas (1 às 5).
Há um sério problema: quando terei minhas oito horas de sono? Quando poderei estudar novamente?
Por isso, caro gestor, quando pensar em colocar o dedo no meu nariz, pergunte-se novamente três vezes antes de fazê-lo!
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