Sempre pergunto: se seus “amigos” que enviam os “póuer póints” da vida tivessem que imprimir todos os slides, em colorido, tirar umas 30 cópias coloridas, envelopar com papel pardo e postar no correio normal, pagando pela remessa das 30 cópias e, esqueci de dizer, preencher à mão - com caneta BIC - os 30 endereços, eles lhe enviariam “póuer póints”?????
Hoje chegou meu celular “classe C”, segundo a análise da Info. Não tive muito tempo de testar, mas comparar o modelito com meu Nokia 7610 (antigão movido à Symbian) é besteira.
Realmente o celofone da Samsung é classe C, para quem não deseja ter um trambolhão com recursos que nem mesmo sua operadora de telefonia suporta.
É leve, fino, diz a propaganda que a bateria dura um moooonte, mas é simplérrimo, quase espartano e chique! Parece feito de um plástico dos mais baratos e o manual é um folheto dobradão. A caixa - mesmo sem utilidade prática - impressiona pelo tamanho, o que deve agradar os mais preocupados pela natureza. O menu de ícones é horroroso, mas tudo parece funcionar direitinho…
Enfim, é o Eee Pc dos celulares: serve para rotinas mais básicas e importantes, mas não é um supra-sumo da indústria de telecomunicações!
Há uns 15 anos eu conheci um robô de respostas por correio eletrônico que utilizava uma BBS (bulleting board system) em Novo Hamburgo, a RS-NET do SysOp Fábio Becker, com a finalidade de comunicar-se com as pessoas.
O nome desse robô era Victor M. Sant’Anna.
Certa vez, em um churrasco de confraternização que contou inclusive com a presença de Jaime Copstein, o robô Victor chegou a enviar um representante que apresentou-se a todos como “representante do Victor M. Sant’Anna”. Desconfiamos de quem fosse aquele sujeito…
Pois agora encontrei novamente o Victor, mas numa versão TOSCA que compartilho com todos aqueles que me enviam SPAM. Senhoras e senhores, “Parem de mandar SPAM pro meu e-mail” com Victor:
Há tempos tenho um pequeno conjunto de valores que carrego na minha mochila. São coisas simples, mas que considero fundamentais e entre esses valores está a palavra.
Se há uma coisa nas empresas que me deixa louco é ter que ouvir de gerente ou superior que se compare a palavra “comprometimento”, quando nem mesmo ele é capaz de fazê-lo.
Vou dizer o que é comprometimento quando alguém lhe questiona o por quê de seu atraso de 20 minutos na chegada… então comprometimento é:
- acordar às cinco horas da manhã, tomar banho, café, recolher o lixo da casa e estar às seis na rua, seja com o frio que for;
- caminhar todo dia durante 30 minutos até a parada mais próxima, sem perder a hora para não perder o ônibus;
- Encarar a BR-116 com seu já caótico e conhecido trânsito e ainda conseguir chegar antes das oito e trinta para “bater o ponto”;
- aturar decisões toscas, baseadas em achismos e imperialismos, durante as próximas oito horas, excetuando-se a hora do almoço;
- sair às dezessete e trinta, caminhar mais um pouquinho para pegar a “condução” de volta para a casa;
- encarar a BR-116 de volta, passando pelo maravilhoso trevo de acesso com a BR-290;
- com sorte, chegar em casa antes das vinte horas;
Vamos às estatísticas:
- Horas destinadas ao trabalho (acordar, deslocar, trabalhar e voltar): 15 horas (das 5 às 20)
- Horas destinadas à família: 2 horas antes do pessoal ir para a cama! (das 20 às 22)
- Horas destinadas à casa e demais afazeres pessoais (estudo, lazer e relaxamento…): 3 horas (das 22 à 1 do dia seguinte)
- Horas destinadas ao merecido sono: no máximo 4 horas (1 às 5).
Há um sério problema: quando terei minhas oito horas de sono? Quando poderei estudar novamente?
Por isso, caro gestor, quando pensar em colocar o dedo no meu nariz, pergunte-se novamente três vezes antes de fazê-lo!
Hoje, depois de ler um artigo do Nicholas Carr e passar anos utilizando computadores, consegui finalmente definir os objetivos de alguns grandes grupos:
IBM - a não mais onipotente fabricante de computadores, quer apenas vender serviços e soluções para tornar sua empresa melhor;
Microsoft - seu dono queria um computador em cada lar, rodando seu sistema operacional para aprisionar seus usuários… discutível;
Linu(s|x) - era um finlandês que não queria trabalhar na Nokia, fez um kernel que econtrou amigos do GNU e hoje mora na Califórnia;
Google - dois universitários malucos que desejam que a Matrix realmente exista (e claro, querem controlá-la!)
A pergunta é: em quem devemos confiar?
Sinceramente, Linus, o ditador benevolente, ainda me parece a opção mais amigável.